16 de novembro de 2009

Facebook, para o bem e para o mal.

Na vida nem sempre a gente pode escolher com quem convive. Você entra em um novo emprego, um novo curso, em uma nova academia e lá estão eles, os idiotas. Eles são a razão pra você pensar em desistir, mas não, desistir por causa de um babaca? Nunca. E assim vocês seguem compartilhando horas preciosas do seu dia.
Com o tempo vocês trocam um diálogo ali, outro aqui, e por fim você começa achar que ele não é tão má pessoa assim, se você se esforçar, dá até para rir de uma piada ou outra, e quando você menos percebe está se referindo a ele como amigo.
Eu tive um amigo assim. Vamos chamá-lo aqui de José Miguel. José Miguel era um grande chato, do tipo que faz piada com defeitos e erros dos outros, fala alto, é grosseiro, um pulha de marca maior.
Toda vez que ele entrava de férias, eu e meus amigos torcíamos para que ele não voltasse mais. Overdose era o acidente mais provável, mas sonhávamos também com colisões de carro, quedas de balão, esqui, acidente com fogos de artifício, qualquer coisa, mas, para nossa infelicidade, ele sempre voltava.
Depois de algum tempo, não me lembro por qual motivo, eu e José Miguel nos aproximamos, para espanto dos demais. Sério, Marcela? O José Miguel legal? Sim, eu garantia. Ele tem aquele jeitão, mas no fundo é um cara bacana.
Um dia, quando já não nos víamos diariamente, não pensei e coloquei o telefone dele em um recado do orkut. Ok, eu não devia ter colocado, mas não era motivo para a histeria que se prosseguiu. Pensei bem, afinal, por que mesmo eu o considerava como amigo?Não soube responder. Deletei do msn, orkut e esqueci que ele existia, literalmente.
Não é que agora, com a popularização do facebook, José Miguel me reapareci, como se nada tivesse acontecido? Já neguei seu pedido de amizade três vezes e negarei todos que chegarem, por que as redes sociais tem esse mal, de trazer de volta pessoas que deveriam ficar pra sempre esquecida, mas tem também uma benção, o botão negar.

15 de novembro de 2009

Já que estamos falando disso

11 de novembro de 2009

Top 5 músicas rancorosas para cantar no banho enquanto se planeja um crime passional

Porque civilidade é para os fracos.

5- Fera Ferida - Roberto Carlos

"Eu sei!
Que flores existiram
Mas que não resistiram
A vendavais constantes
Eu sei!
Que as cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci"


4-Bilhete - Ivan Lins

"Jogue a cópia da chave por debaixo da porta
Que é pra não ter motivo
De pensar numa volta
Fique junto dos teus
Boa sorte, adeus"


3- Its a long way - Caetano Veloso

"Os zóio da cobra verde,
hoje foi que arreparei,
se arreparasse há mais tempo,
não amava quem amei
"

2- Trocando em miúdos - Chico Buarque

"Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde."

1- Me deixa em paz ( Monsueto/ Aírton Amorim)

Essa não dá pra só ler a letra, tem que ouvir a interpretação


31 de outubro de 2009

control+c, control +v

Peguei aqui: www.capinaremos.com

25 de outubro de 2009

A verdade é que eu não tenho nada a dizer



*Eu escrevo pra quem?
**E só porque eu acho fofa essa versão

10 de outubro de 2009

E eu sempre gostei dessa carta


4 de outubro de 2009

Morreu

E daí ela morreu. E daí eu não conheço nenhum outra música, só essa, que eu escutava no cd do Milton Nascimento que a Lorena me emprestou e eu demorei muitos meses pra devolver.
Eu gostava se escutar enquanto lavava a louça, no tempo que ainda a sujávamos.
Colocava no repeat. Cantava como se tivesse um belo espanhol e ficava me sentindo uma cidadã do mundo.
Mal sabia eu que não era um mosquitinho brota na pedra, como eu insistia em traduzir. Como um mosquito nasce na pedra? Seria uma canção com coisas mística? Era musguinho, musguinho, a Rosma me explicou.




3 de outubro de 2009

Ô preguiça...



Então né? Atualizar que é bom nada.


Mas por enquanto vamos de blog das 30 pessoas e tá tudo certo.




10 de setembro de 2009

Sinistro. Ou não.




Eu não sei se acredito em coisas sobrenaturais, em coisas divinas ou algo que valha, mas que o mundo é cheio de coisas esquisitas, isso é.
Ontem, sem motivo aparente e sem explicação óbvia, eu me lembrei de um garoto que eu estudei no pré-primário. Eu tinha o que, cinco, seis anos? Pois é, faz tempo, mas me lembrei.
Ele se chamava Fernando, morava perto da casa da minha tia, tinha dois irmãos, era o filho do meio, tinha uma bicicrox, a mãe era costureira e o pai havia sumido.
Talvez ele tenha mudado de escola, ou de cidade, não sei, só sei que nunca mais o vi. Mas quem se importa? Ele nem era legal. Porque cargas eu estava pensando nele?

Mais tarde, precisamente 1h e 30 da manhã, eu estava descendo as escadas da casa do Marco, quando dei de cara com um homem passando. Sim, era ele, o Fernando.
Vai, pode ser algo banal, coincidência. Passei 22 anos sem ver essa pessoa ou nem se quer pensei em sua existência e justo no dia que eu me lembro, eu a vejo. Que tal?

Dali alguns minutos eu estava passando em frente a Praça dos Macacos e vi três cachorros grandes se aproximando. Os três se posicionaram na frente do carro e começaram a latir pra mim. Latiam muito mesmo, rosnavam mostrando todos os dentes, uma coisa meio filme de terror. Eu buzinava e eles não saiam da frente, continuavam latindo. As pessoas do boteco olhavam sem entender aquilo, e eu lá, encolhida, com medo que a qualquer momento um deles quebrasse o vidro, me atacasse rasgando a jugular e me fizesse sangrar até a morte. Por fim eu escapei.

Cheguei em casa sã e salva, mas não pude dormir pensando nos acontecidos. Algumas possibilidades abaixo:

a- O Fernando vai morrer e vai pro inferno. Os cães vieram buscar.
b- O Fernando morreu, foi pro inferno e veio junto com os cães me buscar.
c- O Fernando morreu, é um anjo, e junto com os cachorros tentaram me afastar de algo ruim, ou me buscar.
d- Eu não vou morrer, o Fernando é só o Fernando e os cães são só cães.

Eu acho que é a letra A.

31 de agosto de 2009

Pequenos Prazeres Automobilísticos


Situação 01: Você está andando no máximo permitido, porém um carro logo atrás não parece saber disso. Ele cola na sua traseira, tentando intimidar, buzina, algumas vezes dá luz e seta. Ou ele tem um carrão caro e se sente superior a você, ou tem um carro caindo aos pedaços e quer mostrar que ainda assim é superior a você, que não é veloz o suficiente para ficar na frente dele, o super piloto.
O divertido nessa brincadeira é não ceder jamais, e impedir o máximo possível que ele consiga ultrapassar você. Tente andar na mesma velocidade do carro da faixa ao lado e ele ficará preso e cada vez mais nervoso.
Nota: brincadeira não aconselhada parta cidades com alto índice de violência.

Situação 02: Trânsito parado. Tá calor, o dia está lindo e você quer chegar logo., mas fazer o que? Você olha distraidamente pelo espelho e percebe um carro importando ultrapassando pelo acostamento. Tudo que você mais abomina. O que fazer? Desloque seu carro um pouco para direita, de forma que ele não consiga passar por você. Se o carro for uma bmw, como foi meu caso, é mais divertido, pois o dono olhará seu carro popular com um olhar de desprezo digno das novelas mexicanas.
Nota: Convém fingir que você não notou o que estava acontecendo e está prestando atenção nos passarinhos.

Situação 03: Passar no amarelo. Eu sei, é bobo, mas eu adoro, ainda mais se ficar vermelho nos últimos segundos. Quase tão emocinante quanto andar com a gasolina no osso.

14 de agosto de 2009

Sim, eu tenho muito tempo sobrando

Eu podia estudar, ajudar uma instituição carente, plantar uma árvore, mas não, prefiro gastar meu tempo com coisas bestas da internet.

Abaixo, Marcolino e eu no tempo.




28 de julho de 2009

Pipocando e palpitando



Passei o final de semana assistindo filmes, coisa que há muito tempo eu não fazia. Muito tempo mesmo. É tão bom quando a gente recupera um prazer na vida, né? É que nem música. Fico um tempão sem ouvir nada, meses, nem lembro, mas um belo dia abro minha pasta de mp3 e minha noite vira puro deleite.
Mas voltando aos filmes, como eu moro no fim do mundo, assisti agora os filmes que você assistiu ano passado. “O Leitor”, por exemplo. Quando você assistiu? Eu assisti ontem. E não gostei. Acho que o conflito central não segura o filme, fica aquela coisa estranha, sem fim. Eu não via a hora da personagem da Kate morrer e acabar logo aquele engodo. Já “Quem quer ser milionário” eu achei do caramba, e fico pensando nos personagens o tempo todo, principalmemte no do irmão, Salim, que é ótimo.
Ah, ok. Chega de notícias velhas. Vou falar então do Jean Charles, que eu assisti ontem, por que o cinema tem promoção na segunda-feira, todo mundo paga 4,50. Disseram por aí que o filme é ruim por que o Selton Mello só sabe fazer o papel dele mesmo. Tem um pouco de verdade né? Se for raparar, os personagens dele são todos parecidos, meio atrapalhados ( como em mulher invisível, que eu também assisti esses dias), mas nesse filme em especial achei ele diferente, o jeito de falar, sei lá, mas achei, achei que está muito bom. Pena que tirando ele, o Moreno* e Zuca*, tudo pareça amador naquele filme, principalmente a direção. Por que diabos esses diretores usam tanto câmera na mão, em momentos nada a ver, como em um simples diálogo? O aluguel do tripé é caro em Londres?
E por falar em amadores, falaram pra não esperar muito do filme sobre o Caetano, mas eu estou louca pra ver. Pena que pelo andar da carroagem vai ser só lá pelo ano que vem.
*: sem saco para procurar os nomes no google. Espero que você entenda as referências.

17 de julho de 2009

Gripe suína, eu? (Ou ainda, hipocondríaca, eu?)





Febre Alta ( igual ou acima de 39°)
Não sei se chegou a ser tão alta, mas acordar com a camiseta ensopada de suor foi assustador.

Coriza e espirros ( nem sempre de forma pronunciada)
Pouco

Dor de Cabeça e no corpo
Muita! Muita dor nos joelhos e região lombar. Sem piadas, por favor.

Falta de apetite
Sim. Algo novo na minha vida, pois nem as paixões me tiraram o apetite.

Tosse
Pouco

Dor de garganta
Muita. Ainda não estou falando como a Vera Fischer, mas acho que chego lá.

Moleza
Passei dois dias prostrada na frente da tv e pude colocar meus seriados em dia.

Diarréia, Náusea e Vômitos
Náuseas e tal, mas tomei uma coca sem gelo, que resolve tudo.

Conclusão: Eu sobrevivi! Vou escrever um livro, fazer palestra e ficar rica. Rica!

13 de julho de 2009

Fim de semana

Lembras das redações da quarta-série? Pois é.


- Passei o sábado tensa, tentando vencer a apostila de processual do trabalho. Dizem que não devemos estudar na véspera, mas eu não seria eu se não fizesse algo de última hora.

- Ele não queria mais fazer a prova. Perguntou se eu ficaria chateada. Respondi que sim, claro que ficaria, e fiquei. Só melhorei a noite, quando ele mudou de idéia. Fiquei feliz. Sabe por que ele quase não foi? Corrida pela manhã e jogo a tarde. Homens...

-Marcamos para as 4 da manhã, mas meu irmão e sua namorada atrasaram, como sempre. Ao passar no posto para calibrar o pneu, descobrimos que um deles estava furado. Um sinal?

-Para minha surpesa, não estava quente e Piracicaba não é uma cidade feia, pelo contrário, muitos ipês floridos e ruas largas. Fiquei com vontade de morar lá, passar os fim de semanas pescando e cantando “ o rio de piracicaba, vai jorrar água pra fora...”

-Fui mal em matemática. Basta uma simples fração para me aterrorizar. Não sei mais o que eu faço. Estou pensando seriamente em entrar no Kumon e resolver essa pendenga na minha vida. Sai da sala por ordem do fiscal. Acho que não vai dar pra morar ai, Piracicaba.

-Depois da prova fomos até a Rua do Porto pra comer peixe. Casinhas antigas e coloridas, dezenas de restaurantes com grelhas com diversos tipos de peixe e o rio. Disseram que o rio estava poluído e eu imaginava um mini-tietê, mas não, é enorme, lindo, e com crianças pescando.



( Rua do Poerto. Na falta de uma foto minha, já que minha máquina pifou, vamos usar essa foto com estranhos, que eu peguei no google)



-Chamaram meu nome. Quem seria? Vi uma moça de cabelos raspados e um menininho. Deduzi que era a Paullete. Sim, ela me reconheceu. E eu fiquei um pouco com vergonha. Por que? Porque eu sou jeca. Ela me aconselhou a escolher qualquer restaurante, pois todos são iguais. Escolhi o que me ofereceu uma caipirinha grátis.

-Na volta meu irmão me deixou esperando mais de uma hora porque foi andar de balsa e "esqueceu" de me avisar, mas tudo bem, porque eu vi um balão de perto, e contando que só vi duas vezes na vida, foi bem legal.




(Essa foto também é do google. Parece que os balões são tradicionais por Piracicaba, pois tem relacionadas várias fotos como essa)

3 de julho de 2009

TPP (Tensão pré-postagem)


Agora toda véspera do dia 03 é assim.

E diminua ainda alguns milimetros de unha se descobrir, faltando poucos minutos para o horário de postagem, que sua internet foi cortada por falta de pagamento. Tsc-tsc.

http://blogsdas30pessoas.blogspot.com

29 de junho de 2009

Os príncipes de outrora

Hoje me lembrei de uma lista que eu publiquei no meu antigo blog, resultado de uma brincadeira de amigas. Era um ranking dos homens que achávamos bonitos, interessantes, ou, ahn..."copuláveis".
Corri nos arquivos e achei o post, marcado com a data Setembro de 2003. Não achei que já tinha tanto tempo. O curioso é que quase nenhum homem que eu coloquei na lista me apetece nos dias de hoje.
Bom, são mais de 5 anos, né? Muita coisa acontece em 5 anos.


1-Sérgio (Marcello Antony)
Saiu da lista, afinal, a novela acabou.
Cedeu lugar para Raj, o indiano. Deixa eu sonhar com o galã da vez? Deixa eu ser noveleira? Deixa eu ser povão?

2-Fabio Assunção
Andou cheirando demais, emagreceu muito e o que parecia impossível aconteceu: Assunção ficou feio.

3-Jairzinho
Na época eu gostava das músicas, agora acho brega.

4-Claúdio Lins
Nem me lembro mais que ele existe.

5-Thiago Lacerda
Idem Marcello Antony.

6-Edgar da MTV
Ainda é um fofo.

7-Angeli
Não sei mais o que pensar do Angeli.

8-Chico Buarque
Ok, chico é chico, mas andropausa é andropausa.

9-Selton Mello
Ainda é um fofo.

10-Padre Pedro
Afinal, o que ele estava fazendo aqui?



Uma lista atualizada?
Bem, eu tentei, mas não consigo ir muito do Raj e do Sawyer de Lost. Vai ver eu não tenho mais idade para príncipes encantados.



27 de junho de 2009

Eu também quero falar de Michael Jackson



Eu me lembro quando o Michael Jackson voltou para a minha vida. Eu trabalhava de segunda a sexta no laboratório de informática da Metodista e era o meu primeiro emprego. O uniforme era ridículo e diariamente eu escutava desaforo de alunos chatos da publicidade, mas eu pagava minha conta de luz, meu condomínio, eu estava feliz.
Foi lá que eu conheci o Gláucio, estagiário como eu. Gláucio era de Belém do Pará. Gláucio freqüentava festas estranhas. Gláucio tinha um blog. Gláucio gostava de coisas dos anos 80. Gláucio gostava de Michael Jackson! Sim, Gláucio era mesmo muito esquisitão.
Apesar do currículo acima, eu e Gláucio ficamos amigos rápido. Nós dois gostávamos de MPB e ficávamos escutando mp3s escondidos. Com o tempo Gláucio me ensinou a fazer um blog, e, antes mesmo que eu me desse conta, estava escutando músicas do rei pop e dançando o moonwalk entre os computadores. Ok, a parte da dança é invenção minha.


Analisando agora, o que me comovia no Michael não era a voz, nem as músicas super gostosas. O que me pertubava era a dança. Como alguém conseguia ser assim tão leve? Eu e meu pé de chumbo, que não sabe nem dançar valsa, ficávamos maravilhados. Via os vídeos de quando ainda era menino e aquilo me humilhava. Eu queria ser ágil assim, droga. Queria dar aquelas voltinhas, aquelas deslizadas. Queria também que um dia ele voltasse. No meio de tantas críticas e plástica, ele surgiria com um novo cd, inovador, e calaria a boca de todo mundo. Quem sabe esse novos passos eu aprendia a fazer?É, eu fantasio demais.





24 de junho de 2009

Hoje não é um belo dia para lamentações?

Ontem uma pessoa me perguntou coisas da vida e eu não soube responder.
Eu não sei mais o que eu quero, nem o que eu sou. E teve um tempo em que eu sabia, mas já não sei mais. Nada mais do que me interessava ontem, me interessa hoje. Acho tudo bobo, fantasioso.
Passo meus dias brincando de vender coisas, e as vezes chego a acreditar que é isso mesmo que eu devo fazer, pois de fato quando eu levo a sério, eu vendo muito bem, mas levar as coisas a sério é bem chato. Quando eu vejo já estou fazendo alguma piadinha com um cliente mal humorado. Seria interessante adotar o lema “perco o cliente, mas não perco a piada”, mas é um pouco arriscado. O certo seria enfiar a cara nos balancetes de entrada e saída, o que já não é tão divertido.
Em alguns dias me desespero e penso em fazer outro curso, mas as áreas que me interessam não me trariam retorno financeiro e eu cairia no comércio outra vez. Fora que eu teria que sair da cidade e não tenho mais idade para ser bancada pelos pais. Não mesmo. Posso imaginar a cara da minha mãe caso eu comunicasse que quero fazer uma segunda faculdade. E não, não é uma cara de alegria. Nem de orgulho.
Penso que deveria ter feito Veterinária, e esses dias passou pela minha cabeça Biologia, mas as pessoas que eu conheço dessa área ou saíram daqui rumo ao centro do país, o que eu não almejo, ou estou tão sem dinheiro e esperança quanto eu.
De um tempo pra cá venho estudando pra concurso. Não tanto quanto eu deveria, mas bem mais que o de costume. É interessante estudar direito e outras matérias de pessoas responsáveis, mas não sei, também me soa irreal, distante. Aquela ali estudando leis e matemática sou mesmo eu?
Ontem uma pessoa me perguntou coisas da vida e eu fui dormir com saudades de mim.

13 de junho de 2009

Albúm de fotos

De tempos em tempos jogam a revista Caras e Contigo aqui na minha garagem. Ninguém pediu, ninguém assinou. Eu que adoro ver um rico fazendo pose, não reclamo. Uma foto na piscina, jóias e crianças impecavelmente vestidas. Um deleite para minhas manhãs.
Para não parecer elitista ou o contrário, faço questão de dizer que gosto muito das fotos de pobres ( talvez eu deva dizer economicamente desfavorecidos) que são expostas naquelas lojas de revelação falidas do centro da cidade. Dica: procure pelas fotos de casamento. São as melhores.
Esses dias eu fui tirar um xerox em uma dessas lojas, e tinha um garotinho posando para a fotógrafa. Claro que eu fiquei espiando. A moça não tinha lá muita paciência. Ri. E o menino ria. Isso, agora senta e pega o ovo. Ele pegava. Ri. Ele ria outra vez. E o pai do lado, maravilhado.No fim da sessão a moça explicou que tinha a opção de imprimir a foto em uma caneca e em um relógio de parede. Claro que o pai quis.
Agora, antes que você me pergunte, sim, eu tenho fotos bregas, muitas, afinal, eu tenho pai e mãe, e como vimos, pais não tem senso de ridículo, mas não é por isso que eu entrei nesse assunto. Entrei nesse assunto porque cai por acaso nesse site de fotos de familia aqui http://awkwardfamilyphotos.com e achei muitas pérolas. Pincei esses exemplos abaixo.





obs: fiquei comovida com a solidão dessa última foto "de familia"

9 de junho de 2009

Dia 12


Dia dos namorados está chegando, né minha gente? Propagandas melosas, vitrines cheias de corações. Ah, o comércio, ah, o amor...
Hoje eu estava no trânsito e peguei uma propaganda de uma concessionária de carros, anunciando promoção de dia dos namorados, com imagens de carros com uma fita grande vermelha em volta. Sério que tem gente que dá um carro de presente? Fiquei imaginando a pessoa dando um carro, e recebendo em troca um poeminha. Eu ficaria feliz com algumas palavras bonitas e uma noite bacana, mas acho que o rapaz do presente motorizado não.
E não adianta, tem gente que não gosta de dar presente. Meus irmãos, por exemplo, detestatam. Meu irmão nem se lembrava que sexta era dia dos namorados, e minha irmã provavelmente vai passar a tarefa para minha mãe. E tem amigo que deu um clareador dentário. Esquisito? Eu acharia uma indireta, mas ela gostou e agora sorri por aí com os dentes mais brancos.
Já outra não achou a tática legal não. Veio me contar que investigou e descobriu o namorado vai dar sete meses de mensalidade de academia pra ela. Não, ela não pediu, e não, ela não gosta de academia. É, sinto que não vai ser um bom dia 12 para o casal.